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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Incluir...

Como professores é necessário acreditar no potencial de nossos alunos, sejam eles ditos “normais” ou portadores de necessidades especiais.
Um primeiro desafio para nós professores ao receber um aluno com deficiência física em sala de aula, é ter o cuidado de não tratá-los como desigual, mas organizar atividades que o envolvam juntamente com os outros colegas.
Para o aluno se sentir incluído ele precisa participar e não pode ser tratado como diferente, muito menos ser ignorado por não apresentar as mesmas “habilidades” que os colegas ditos normais. O professor precisa organizar aulas que promovam a participação e o desafio para as diferentes habilidades que cada sujeito apresenta.
Como trabalhar questões étnico-raciais na escola?

É necessário trabalhar na escola abrangendo toda a comunidade escolar no que se refere à reeducação das diferenças iniciando pelos alunos até chegar aos pais que talvez são um dos principais responsáveis por haver ainda hoje tanto preconceito, seja de raça, cultura, tradição, costumes e classes sociais.
Ao elaborar uma proposta de aula sobre questões étnico-raciais, é preciso observar bem os objetivos que queremos alcançar, tendo uma proposta clara e precisa para que possam ser bem desenvolvidas. Também é necessário rever a avaliação ao longo das atividades para sanar dúvidas ou observar se realmente estamos no caminho certo.
A proposta de uma atividade que envolve a cultura indígena e afro-descendente precisa se aproximar muito da nossa realidade, pois não podemos falar destes imaginando um tempo distante, mas que se trata de dados reais, presentes no dia-a-dia de cada família ou grupo social.
A educação é responsável por transformação e não somente aceitação, então as etnias aqui abordadas precisam ser conhecidas a partir do que apresentam hoje, de como se situam em nosso meio, para que assim possam ser valorizadas e vistas como importantes no processo histórico de nosso país.
Educação – Civilização – Barbárie

O sistema de ensino tem uma base garantida por leis que o regem, e é nas escolas que todo este planejamento pode ser posto em prática.
A qualidade de ensino hoje poderia ser muito mais visível pelas possibilidades de cursos de formação para professores que se estende por toda a parte, porém estamos inclusos num sistema que ainda é precário quanto a disponibilidade de recursos materiais que facilitam uma educação mais qualificada.
Sabemos que é possível obter aprendizagem quando o professor passa a entender seu aluno levando-o a desafios cada vez mais significativos. Todo professor deve conhecer a família de seus alunos de maneira clara e com diálogo que transmite aos pais a segurança de que seu filho estará em mãos de quem acredita no potencial de cada um.
Na sociedade atual a barbárie é realidade, e está nos centros urbanos e nas comunidades localizadas no interior, podendo ser presenciada todos os dias.
A prática pedagógica deve buscar a construção de alunos críticos do meio em que estão inseridos, capazes de respeitar as diferenças que os cercam, participando e reconstruindo o que os envolve.Devemos criar mecanismos para que haja mudanças significativas onde for necessário, podendo construir uma sociedade mais responsável pelos seus atos. Para isso acredito na educação, pois não pode existir civilização sem que ela aconteça.

domingo, 17 de maio de 2009

Estádios do desenvolvimento

O conhecimento sempre foi uma questão pesquisada, de modo a entender o processo pelo qual o alcançamos. Algumas teorias já foram criadas, mas Piaget é quem define por meio da experimentação o desenvolvimento de todo o conhecimento, definindo a teoria construtivista, dividida em fases que determinam este processo: período sensório-motor, pré-operacional, das operações concretas e das operações formais.
Vale lembrar que segundo Piaget, todos passam por este período de desenvolvimento sem alterar a ordem dos estádios, porém as idades pré-definidas para cada um podem apresentar alterações, devido os diferentes comportamentos entre um sujeito e outro, e suas individualidades.
Sabemos que existem diferenças múltiplas entre as pessoas, herdadas pelas relações estabelecidas, por costumes da família e dos lugares que está incluído. Ainda como professores sabemos das diferenças de nossos alunos, mas precisamos entender quais as fases de desenvolvimento que se encontram, para podermos acreditar nas capacidades de cada um.

As diferenças na escola

Na construção de um mosaico étnico-racial, sugerido pela interdisciplina de “Questões étnico-raciais na educação: Sociologia e história”, foi possível encontrar alunos, mesmo com cinco anos de idade, com preconceitos.
Acredito que estas formas de preconceito, não são “culpa” deles, mas o que se observa são adultos que ainda hoje passam de maneira errada “valores” criando formas de desvalorização do diferente.
O preconceito existe não apenas para descendentes afros, mas em várias outras situações presenciadas na sociedade e na escola. Percebo que a dificuldade de adaptação escolar é causa principal de uma sociedade que o individualismo está presente. Não são todos os alunos, mas muitos têm dificuldades de convivência por não aceitar as diferenças dos outros.
Um exemplo claro é de um aluno que não aceitava os colegas se não fossem do time dele, e por isso não conseguia um bom relacionamento na sala de aula. Após várias alternativas de diálogo, contação de histórias, estabelecendo relações de amizade, este aluno troca de time e consegue se relacionar da melhor maneira possível.
O objetivo não era a troca de time, mas a aceitação do outro como um ser diferente de si, entretanto escolheu esta opção, dizendo ser a melhor maneira de resolver tal situação.
Como professores, precisamos reavaliar nossa conduta pessoal, para que possamos auxiliar nossos alunos num processo de construção de respeito às diferenças, pois elas existem e precisam ser discutidas, com o cuidado de não apontá-las a ponto de cada vez mais separar um povo ou outro da sociedade. Falo isso porque por muitos anos só falei de índios no mês de abril, de forma que em outros meses pareciam não existir.


Um bom professor...

Todo ser humano aprende desde muito cedo a ter seus princípios e ações para conviver numa sociedade. Cada um de nós age de maneira diferente porque somos diferentes, temos nossas individualidades.
Aprendemos durante a nossa vida valores por meio da família, do meio em que vivemos, mas é preciso que se tenha uma boa estrutura pessoal na relação que estabelecemos com os outros.
Como acontece no filme “O clube do imperador”, onde o professor age de maneira infeliz com um aluno colocando-o acima do seu potencial, e prejudicando outros colegas, também nós professores precisamos estar preparados para situações diferentes que venham surgir em nossa escola e principalmente em nossa sala de aula, para podermos auxiliar nosso alunos, não só na aprendizagem, mas na construção moral de cada um.
O professor é um mediador no processo de ensino-aprendizagem, e não pode jamais beneficiar um aluno mais que outro. Temos nossos princípios e precisamos apostar neles, pois de certa forma somos exemplos para os educandos, então deveremos deixar de lado algumas preferências pessoais, para atender a todos sem distinção, dando oportunidades iguais.
Um bom professor precisa ser flexível diante de idéias distintas, assim como um bom argumentador para defender aquilo que acredita.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aprendizagem

Falar de aprendizagem é relembrar, é trazer na lembrança fatos passados que são bases para muitas ações de minha vida. Trazer presente aprendizagens significativas que já tive, me faz lembrar do tempo em que estudava, de como aprendi a ler e escrever, a me comunicar com as pessoas, e ainda como me tornei professora.
Somos sujeitos de aprendizagem, e é no ato da experimentação que adquirimos conhecimentos importantes para o nosso viver. Desde que nascemos somos ensinados, entretanto nem todas as informações se tornam aprendizagens.
No meu dia-a-dia já ouvi muito, já presenciei muitos fatos, tentei dar e seguir muitos exemplos, e percebo que na experimentação estão os fatos que mais me lembro como aprendizagem.
“Aprender é proceder a uma síntese indefinidamente renovada entre a continuidade e a novidade”. (Inhelder, Bovet e Sinclair, 1977, p.263).
Assim, logo percebo que a cada novo conhecimento surge também a oportunidade de buscar mais, de renovar e reconstruir aquilo que já sabemos.
Quanto mais se aprende mais oportunidade de buscas, logo os conceitos ditos prontos vão dando espaço para a novidade, para certezas que podem ser questionadas, aperfeiçoadas e até transformadas.
Acredito que a aprendizagem é assim, um processo de construção e reconstrução do conhecimento, por isso dizemos tanto que estamos sempre aprendendo.
Na escola também é assim que acontece, ao mesmo tempo em que ensinamos estamos aprendendo, e nossos alunos participam deste mesmo processo.
Tendo a experiência de estar junto a uma turma de pré-escolar, posso perceber nosso crescimento, tanto meu como de meus alunos.
Tenho oportunizado espaços de descobertas, partindo do que sabem e do querem conhecer, e tem dado certo. Como é bom acompanhar um processo de aprendizagem onde descobrimos juntos, podendo presenciar tanto desenvolvimento.Acredito que posso afirmar, que a partir do momento em que me propus a ensinar e aprender junto com meus alunos, desafiando-os a novas descobertas, este seja o momento em que mais vejo resultados de aprendizagens, e então seja o período profissional que mais tenho me realizado.
Eu e o outro

Falarmos da nossa própria pessoa em relação as características físicas e psicológicas é fácil, difícil é citar características que as outras pessoas vêem em nós.
Para chegarmos ao conhecimento do que eu sou para os outros é preciso refletir melhor, analisando as convivências que estabeleço.
Quando somos motivados a relatar como é o outro, vamos percebendo que temos muitas coisas em comum e agimos ou somos assim porque algo de semelhante existe entre as pessoas, seja pela herança genética ou pela cultura que estão envolvidos.
Somos seres diferentes mas que possuem relações de convivências, sejam elas boas ou não. Muitas vezes julgamos errado, outras somos apontados pelo que não somos. As diferenças existem e precisam ser discutidas, com o cuidado de não apontá-las a ponto de cada vez mais separar um povo ou outro da sociedade.
A inclusão escolar

Segundo consta na Constituição Federal de 1988, “a educação é direito de todos”, portanto a inclusão de alunos especiais se faz também obrigatória, uma vez que a educação é direito da população.
Entretanto, ainda estamos num debate muito importante sobre a inclusão escolar, sendo algo ainda novo e que tanto nos amedronta. Ao mesmo tempo em que estamos preocupados com a inclusão escolar, percebemos a falta de formação para os professores receberem alunos especiais e possibilitar uma educação de qualidade, com aprendizagens significativas.
Os professores são fundamentais neste processo, mas precisam de formação específica, de apoio financeiro para as instituições de ensino, para assim cumprir com seus deveres.
Quando os alunos são encaminhados as escolas especiais, muitas vezes perdem a convivência comunitária, e até mesmo a família se sente excluída.
Hoje percebo que na escola em que trabalho, poderia ter sido diferente se tivéssemos continuado recebendo alunos especiais e então nos aperfeiçoado neste processo de ensino-aprendizagem, ao invés de encaminhá-los a escola de educação especial, sem manter nenhum vínculo a mais com eles.
No lugar dos muros que se foi construindo nas escolas regulares entre as escolas especiais, foi-se distanciando dos problemas a serem enfrentados, pudéssemos derrubá-los e construir tendas, para assim tornar possível uma educação com maior equilíbrio, e uma sociedade onde as diferenças fossem respeitadas.
Projetos de Aprendizagem

Falar em projetos de aprendizagem nos dias de hoje exige uma nova concepção de pesquisa, uma vez que o conhecimento não vem pronto, mas deve ser entendido como algo inacabado, sempre em processo de construção e reconstrução.
Conhecendo e participando de um processo de elaboração de um projeto de aprendizagem tive a oportunidade de visualizar uma nova maneira de buscar conhecimento. Saímos daquela pesquisa que estávamos acostumados, onde temos perguntas e respostas prontas, que abrangem apenas uma necessidade do momento, e que mesmo parecendo mais fácil, não é tão interessante quanto a busca do que realmente queremos saber.
Analisando outros projetos das colegas, observei a qualidade do desenvolvimento da pesquisa, pois abrange vários aspectos importantes que vai além da curiosidade e da pergunta central sem desviar do assunto e do tema.
Outro aspecto importante do PA é a construção do mapa conceitual que auxilia e que permite irmos além daquilo que já conhecemos, e ainda com o propósito de observar que caminhos estamos percorrendo, o que já conhecemos e o que queremos buscar.