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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Como trabalhar questões étnico-raciais na escola?

É necessário trabalhar na escola abrangendo toda a comunidade escolar no que se refere à reeducação das diferenças iniciando pelos alunos até chegar aos pais que talvez são um dos principais responsáveis por haver ainda hoje tanto preconceito, seja de raça, cultura, tradição, costumes e classes sociais.
Ao elaborar uma proposta de aula sobre questões étnico-raciais, é preciso observar bem os objetivos que queremos alcançar, tendo uma proposta clara e precisa para que possam ser bem desenvolvidas. Também é necessário rever a avaliação ao longo das atividades para sanar dúvidas ou observar se realmente estamos no caminho certo.
A proposta de uma atividade que envolve a cultura indígena e afro-descendente precisa se aproximar muito da nossa realidade, pois não podemos falar destes imaginando um tempo distante, mas que se trata de dados reais, presentes no dia-a-dia de cada família ou grupo social.
A educação é responsável por transformação e não somente aceitação, então as etnias aqui abordadas precisam ser conhecidas a partir do que apresentam hoje, de como se situam em nosso meio, para que assim possam ser valorizadas e vistas como importantes no processo histórico de nosso país.

domingo, 17 de maio de 2009

As diferenças na escola

Na construção de um mosaico étnico-racial, sugerido pela interdisciplina de “Questões étnico-raciais na educação: Sociologia e história”, foi possível encontrar alunos, mesmo com cinco anos de idade, com preconceitos.
Acredito que estas formas de preconceito, não são “culpa” deles, mas o que se observa são adultos que ainda hoje passam de maneira errada “valores” criando formas de desvalorização do diferente.
O preconceito existe não apenas para descendentes afros, mas em várias outras situações presenciadas na sociedade e na escola. Percebo que a dificuldade de adaptação escolar é causa principal de uma sociedade que o individualismo está presente. Não são todos os alunos, mas muitos têm dificuldades de convivência por não aceitar as diferenças dos outros.
Um exemplo claro é de um aluno que não aceitava os colegas se não fossem do time dele, e por isso não conseguia um bom relacionamento na sala de aula. Após várias alternativas de diálogo, contação de histórias, estabelecendo relações de amizade, este aluno troca de time e consegue se relacionar da melhor maneira possível.
O objetivo não era a troca de time, mas a aceitação do outro como um ser diferente de si, entretanto escolheu esta opção, dizendo ser a melhor maneira de resolver tal situação.
Como professores, precisamos reavaliar nossa conduta pessoal, para que possamos auxiliar nossos alunos num processo de construção de respeito às diferenças, pois elas existem e precisam ser discutidas, com o cuidado de não apontá-las a ponto de cada vez mais separar um povo ou outro da sociedade. Falo isso porque por muitos anos só falei de índios no mês de abril, de forma que em outros meses pareciam não existir.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Eu e o outro

Falarmos da nossa própria pessoa em relação as características físicas e psicológicas é fácil, difícil é citar características que as outras pessoas vêem em nós.
Para chegarmos ao conhecimento do que eu sou para os outros é preciso refletir melhor, analisando as convivências que estabeleço.
Quando somos motivados a relatar como é o outro, vamos percebendo que temos muitas coisas em comum e agimos ou somos assim porque algo de semelhante existe entre as pessoas, seja pela herança genética ou pela cultura que estão envolvidos.
Somos seres diferentes mas que possuem relações de convivências, sejam elas boas ou não. Muitas vezes julgamos errado, outras somos apontados pelo que não somos. As diferenças existem e precisam ser discutidas, com o cuidado de não apontá-las a ponto de cada vez mais separar um povo ou outro da sociedade.