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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Algumas reflexões...

Revisitando o Eixo 6, e pensando em responder alguns questionamentos feitos pela tutora na postagem anterior, observei algumas reflexões que havia realizado na interdisciplina “Questões étnico-raciais na educação: sociologia e história”, que se assemelham aos mesmos medos e anseios que encontrei ao desenvolver a proposta de uma prática baseada na metodologia de Projetos de Aprendizagem.
Quando somos motivados a inserir na sala de aula atividades diferentes, percebemos que mesmo que busquemos um diferencial para nossa escola, sempre há muito o que ser feito. A sociedade cada vez exige mais, portanto é necessário que acompanhemos este desenvolvimento.
Muito já foi discutida a questão de trabalhar, por exemplo, a cultura indígena nas escolas, e as práticas escolares já mudaram neste sentido, porém ainda encontramos uma sociedade que exclui, que não respeita as diferenças. Logo se percebe que ainda é preciso pensar mais nas questões étnico-raciais, assim como introduzir práticas que geram dúvidas na sala de aula.
Entretanto, introduzir práticas diferenciadas como a proposta de PAs na minha sala de aula gerou medos em torno do que é fazer diferente e como posso fazer diferente. Medo de não atender a todas as expectativas geradas em torno de uma proposta de pesquisa e desestabilizar uma prática acomodada de tantos anos.
Hoje percebo a importância de uma escola comprometida com a verdade, com a pesquisa, com a dúvida, que possa valorizar diversas culturas e tradições, e que é importante possibilitar aos alunos espaços de descoberta autônoma, sem receio de errar.
Sempre estive envolvida numa escola baseada num modelo que precisava ensinar, que tinha conteúdos a cumprir, e que com a prática de PAs foi desestabilizada, reorganizada. Agora são os alunos que com a minha orientação, descobrem e aprendem.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Incluir...

Como professores é necessário acreditar no potencial de nossos alunos, sejam eles ditos “normais” ou portadores de necessidades especiais.
Um primeiro desafio para nós professores ao receber um aluno com deficiência física em sala de aula, é ter o cuidado de não tratá-los como desigual, mas organizar atividades que o envolvam juntamente com os outros colegas.
Para o aluno se sentir incluído ele precisa participar e não pode ser tratado como diferente, muito menos ser ignorado por não apresentar as mesmas “habilidades” que os colegas ditos normais. O professor precisa organizar aulas que promovam a participação e o desafio para as diferentes habilidades que cada sujeito apresenta.
Como trabalhar questões étnico-raciais na escola?

É necessário trabalhar na escola abrangendo toda a comunidade escolar no que se refere à reeducação das diferenças iniciando pelos alunos até chegar aos pais que talvez são um dos principais responsáveis por haver ainda hoje tanto preconceito, seja de raça, cultura, tradição, costumes e classes sociais.
Ao elaborar uma proposta de aula sobre questões étnico-raciais, é preciso observar bem os objetivos que queremos alcançar, tendo uma proposta clara e precisa para que possam ser bem desenvolvidas. Também é necessário rever a avaliação ao longo das atividades para sanar dúvidas ou observar se realmente estamos no caminho certo.
A proposta de uma atividade que envolve a cultura indígena e afro-descendente precisa se aproximar muito da nossa realidade, pois não podemos falar destes imaginando um tempo distante, mas que se trata de dados reais, presentes no dia-a-dia de cada família ou grupo social.
A educação é responsável por transformação e não somente aceitação, então as etnias aqui abordadas precisam ser conhecidas a partir do que apresentam hoje, de como se situam em nosso meio, para que assim possam ser valorizadas e vistas como importantes no processo histórico de nosso país.
Educação – Civilização – Barbárie

O sistema de ensino tem uma base garantida por leis que o regem, e é nas escolas que todo este planejamento pode ser posto em prática.
A qualidade de ensino hoje poderia ser muito mais visível pelas possibilidades de cursos de formação para professores que se estende por toda a parte, porém estamos inclusos num sistema que ainda é precário quanto a disponibilidade de recursos materiais que facilitam uma educação mais qualificada.
Sabemos que é possível obter aprendizagem quando o professor passa a entender seu aluno levando-o a desafios cada vez mais significativos. Todo professor deve conhecer a família de seus alunos de maneira clara e com diálogo que transmite aos pais a segurança de que seu filho estará em mãos de quem acredita no potencial de cada um.
Na sociedade atual a barbárie é realidade, e está nos centros urbanos e nas comunidades localizadas no interior, podendo ser presenciada todos os dias.
A prática pedagógica deve buscar a construção de alunos críticos do meio em que estão inseridos, capazes de respeitar as diferenças que os cercam, participando e reconstruindo o que os envolve.Devemos criar mecanismos para que haja mudanças significativas onde for necessário, podendo construir uma sociedade mais responsável pelos seus atos. Para isso acredito na educação, pois não pode existir civilização sem que ela aconteça.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aprendizagem

Falar de aprendizagem é relembrar, é trazer na lembrança fatos passados que são bases para muitas ações de minha vida. Trazer presente aprendizagens significativas que já tive, me faz lembrar do tempo em que estudava, de como aprendi a ler e escrever, a me comunicar com as pessoas, e ainda como me tornei professora.
Somos sujeitos de aprendizagem, e é no ato da experimentação que adquirimos conhecimentos importantes para o nosso viver. Desde que nascemos somos ensinados, entretanto nem todas as informações se tornam aprendizagens.
No meu dia-a-dia já ouvi muito, já presenciei muitos fatos, tentei dar e seguir muitos exemplos, e percebo que na experimentação estão os fatos que mais me lembro como aprendizagem.
“Aprender é proceder a uma síntese indefinidamente renovada entre a continuidade e a novidade”. (Inhelder, Bovet e Sinclair, 1977, p.263).
Assim, logo percebo que a cada novo conhecimento surge também a oportunidade de buscar mais, de renovar e reconstruir aquilo que já sabemos.
Quanto mais se aprende mais oportunidade de buscas, logo os conceitos ditos prontos vão dando espaço para a novidade, para certezas que podem ser questionadas, aperfeiçoadas e até transformadas.
Acredito que a aprendizagem é assim, um processo de construção e reconstrução do conhecimento, por isso dizemos tanto que estamos sempre aprendendo.
Na escola também é assim que acontece, ao mesmo tempo em que ensinamos estamos aprendendo, e nossos alunos participam deste mesmo processo.
Tendo a experiência de estar junto a uma turma de pré-escolar, posso perceber nosso crescimento, tanto meu como de meus alunos.
Tenho oportunizado espaços de descobertas, partindo do que sabem e do querem conhecer, e tem dado certo. Como é bom acompanhar um processo de aprendizagem onde descobrimos juntos, podendo presenciar tanto desenvolvimento.Acredito que posso afirmar, que a partir do momento em que me propus a ensinar e aprender junto com meus alunos, desafiando-os a novas descobertas, este seja o momento em que mais vejo resultados de aprendizagens, e então seja o período profissional que mais tenho me realizado.
Projetos de Aprendizagem

Falar em projetos de aprendizagem nos dias de hoje exige uma nova concepção de pesquisa, uma vez que o conhecimento não vem pronto, mas deve ser entendido como algo inacabado, sempre em processo de construção e reconstrução.
Conhecendo e participando de um processo de elaboração de um projeto de aprendizagem tive a oportunidade de visualizar uma nova maneira de buscar conhecimento. Saímos daquela pesquisa que estávamos acostumados, onde temos perguntas e respostas prontas, que abrangem apenas uma necessidade do momento, e que mesmo parecendo mais fácil, não é tão interessante quanto a busca do que realmente queremos saber.
Analisando outros projetos das colegas, observei a qualidade do desenvolvimento da pesquisa, pois abrange vários aspectos importantes que vai além da curiosidade e da pergunta central sem desviar do assunto e do tema.
Outro aspecto importante do PA é a construção do mapa conceitual que auxilia e que permite irmos além daquilo que já conhecemos, e ainda com o propósito de observar que caminhos estamos percorrendo, o que já conhecemos e o que queremos buscar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Plano de Estudos

Ao elaborar meu plano de estudos, minha maior preocupação se referia ao tempo que deveria dispor para minha família, e para uma turma de pré-escolar, já que era a minha primeira experiência com a Educação Infantil.
Acredito que consegui organizar meu tempo, de modo que minhas aulas fossem bem planejadas, sem deixar de lado minha família e tantas outras atividades que gosto de realizar.
Ao que se referia aos registros no meu portfólio, não os fiz semanalmente, mas fiz postagens referentes as aprendizagens mais significativas.
Alcancei objetivos, me tornei melhor tanto como pessoa quanto profissional. Mas, hoje vejo que planejei pouco, pois alcancei mais objetivos que os previstos.
Destaco a minha escrita e a minha vontade de trabalhar em grupo, que neste semestre foram metas que alcancei, porém não havia os registrado no meu plano de estudos.
Lançar um olhar diante do que já realizamos, é uma oportunidade para almejarmos mais e assim lançar novas metas para nossa vida.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Auto – avaliação


Através desta atividade, participando do fórum, percebo mais uma vez a grande importância e responsabilidade que temos para que nossos alunos tenham a alegria de estarem conosco e sintam prazer em aprender.
O filme, os textos e a participação no fórum me abriram espaço para repensar o que estou fazendo em sala de aula com meus alunos e percebo que posso mudar ainda mais e abrir mais espaço para que meus alunos tenham mais participação e autonomia, assumindo a função de mediador.
Como diz Piaget: “Problematizar as situações que trazem para a sala de aula, é um dos meios que temos para manter vivo o interesse e atenção dos alunos”.
Quando planejo pensando no interesse dos alunos, a aprendizagem é muito maior e sinto que eles ficam entusiasmados conseguindo maior participação e interesse por meio deles.
Sinto que a cada dia minhas aulas estão sendo mais atrativas e uma frase que me chamou muita atenção foi a fala de Rubem Alves quando diz: “Educar não é ensinar respostas, educar é ensinar a pensar”.
Acredito que tenho assumido esta posição de professor mediador, e estou indo em busca das curiosidades de meus alunos. Sei que este é um desafio que estou enfrentando, pois esta mudança está acontecendo porque eu também estou mudando.
Estudos Sociais
Durante o semestre procurei através da interdisciplina de Estudos Sociais, buscar por meio de pesquisa, discussões no fórum, aperfeiçoar minha maneira de trabalhar em sala de aula.
A noção de tempo e espaço que os alunos vão adquirindo ao longo dos primeiros anos escolares, trás como resultado a descoberta de grandes localizações.
Todos somos seres sociais, pois fazemos parte de um povo com costumes e tradições, mas o importante é que os alunos tenham o conhecimento de outros lugares e descubram as semelhanças e diferenças existentes entre uma região e outra.
Através das datas comemorativas tão faladas e lembradas na escola, podemos torná-las um recurso utilizado para descobrir as “verdades” e um momento de trabalhar as diferenças também.
Com a linha do tempo oportunizamos nossos alunos a perceberem que ao mesmo tempo em que vão construindo sua história, outros também vão construindo as suas. Então todos nós fazemos parte da história porque vivemos.
Enfim, este semestre foi de muito crescimento no meu âmbito profissional, pois fui capaz de perceber pequenas coisas que podem fazer diferença em sala de aula. O mais importante de tudo é quando aprendemos a nos voltar para nossa prática e refletir sobre ela, e isso foi uma das principais inovações que percebi em mim.

quarta-feira, 11 de junho de 2008


Estudos Sociais, tempo e espaço

Através de nossa lembrança, somos capazes de relembrar nossa história e fatos que nos marcaram.
Durante toda a nossa vida enquanto fizemos nossa própria história, muita coisa vai acontecendo paralelamente. As pessoas a nossa volta também vivem e os fatos acontecem para serem lembrados, comparados, eles existem para deixarem marcas.
Mais tarde é possível relembrar muito de nossa caminhada, e transmitir para nossos filhos, alunos e amigos.
“A construção da noção de espaço e tempo se faz em etapas”...
Nossas aprendizagens são conseqüências de um processo de construção. Para adquirirmos notáveis conhecimentos precisamos, passo a passo, de oportunidades de crescimento.
Assim desenvolvi uma atividade elaborando com meus alunos a linha do tempo, para que fosse possível desenvolverem noções de tempo e espaço, e foi um sucesso.
Em Estudos Sociais aprendemos um pouco da sociedade, dos acontecimentos da história. Para tanto precisamos construir noções de espaço e tempo, para melhor nos situarmos nos fatos e assim adquirirmos conhecimento.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Matemática no Pré-escolar

Diante das diversas atividades realizadas na interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática, abriram-se caminhos para trabalhar conceitos matemáticos no pré-escolar.
Talvez muitas vezes esquecidos por professores que dedicam o tempo em atividades pré-estabelecidas quanto a aprendizagem apenas do conhecimento alfabético e poucos números.
Aí é que encontramos muito fracasso escolar e desgosto pela Matemática.
Percebo a grandeza e quantas formas de se trabalhar estes conceitos de Espaço e Forma, Quatro Operações, Classificação e Seriação, etc.; que levará os alunos a entenderem melhor e mais tarde conhecerem e gostarem da Matemática.
Trabalhando Espaço e Formas vamos inserindo conceitos geométricos, de classificação e seriação. E isso nos leva a pensar maneiras de introduzir diferentes conceitos em sala de aula.

domingo, 11 de maio de 2008



Nós e os números

Os números fazem parte da nossa vida nas horas, nos dias, no trabalho, nas diversões...
O relógio é o que mais utilizamos, ou o que melhor observamos, pois desde o momento do acordar até ao deitar, estamos sempre envolvidos a horários que temos que cumprir, em casa, no trabalho, no lazer.
Mas temos também o calendário para indicar o dia em que estamos, assim como o mês ou até mesmo para prever o tempo para determinadas atividades a serem realizadas.
As crianças, desde cedo, já se utilizam dos números, sabem quantos anos têm, em algumas brincadeiras fazem contagem do jeito delas.
Quando ingressam na escola também se utilizam dos números e inicia-se uma série de contagem: o horário de chegada, saída, o tempo para determinada atividade, e são motivados para a aprendizagem da contagem envolvendo as quatro operações.
Por muitos a matemática e os números são considerados uma “dificuldade”. Porém quando passamos a perceber que os números são tão presentes em nossa vida quanto às pessoas que convivemos, passamos a vê-los de forma diferenciada.
Eles não servem apenas para complicar, mas para nos favorecer e nos orientar numa série de tarefas da nossa vida.

quarta-feira, 16 de abril de 2008


Estudos Socias nas séries iniciais


O ensino de Estudos Sociais deve colaborar para que o aluno compreenda o mundo e suas transformações, situando-o como indivíduo participativo, parte integrante e responsável pelas interferências realizadas no meio onde vive.
Para que nossos alunos compreendam o que queremos ensiná-los quanto a Estudos Sociais, é necessário que o ponto de partida de qualquer tema trabalhado seja o conhecimento que eles já adquiriram, perceber o mundo em que vivem, para assim podermos relacionar fatos do passado com o momento atual.
Quando partimos de um bom planejamento é mais fácil alcançarmos o objetivo que queremos. Na aprendizagem de nossos alunos somos os mediadores, levando-os a perceberem, observarem e assim chegarem a uma aprendizagem de maior valor e melhor compreendida.
Uma proposta para o ensino de Estudos Sociais nas séries iniciais não pode se prender a uma visão tradicional. É necessário que o conteúdo ganhe sentido partindo de temas e questões colocadas pela realidade vivida pelo professor e seus alunos.
Jogos na matemática

O brincar, o jogar, segundo Piaget e Vygotsky , ajuda no desenvolvimento físico, intelectual e reforça os vínculos afetivos do ser humano com o próximo.
Os jogos apresentados nas atividades que se referem a classificação e seriação nos trouxeram uma grande satisfação em relação ao nosso trabalho enquanto professores responsáveis e prontos para a busca de algo que realmente dá prazer de ensinar e a busca de meios para nos tornarmos cada vez melhores.
Quando levamos nossos alunos a ordenar, classificar... por meios naturais (do seu dia-a-dia), estamos permitindo a eles a descoberta de grandes caminhos que irão levá-los a novas aprendizagens.