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quarta-feira, 19 de março de 2008


Falar e escrever

Diante do desafio que é a Pedagogia à distância, pela sua forma em que se apresenta, de um curso mais “digital” do que oral, vamos ouvindo pouco e falando menos ainda.
Nossa rotina é comunicação virtual e muita escrita.
Após passarmos o semestre escrevendo e apresentando nossas aprendizagens e experiências aos professores, colegas e tutores, é chegado o momento de apresentarmos nossas aprendizagens oralmente.
Este momento se faz necessário em nossa vida pessoal e profissional, pois através da fala nós passamos aos que nos observam algo mais prático do que realmente aprendemos.
A expressão oral nos proporciona oportunidades de expressão e transmissão de nossos saberes.
Há uma troca de conhecimento quando nos comunicamos, seja via e-mail, MSN; mas a comunicação oral nos permite uma troca mais “humana”, onde nosso contato se torna mais completo quando falamos.
Sentimos necessidade de falar, pois assim nos sentimos melhores, mais capazes.
Particularmente gosto mais de falar do que escrever.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007



Literatura infantil e poesia

Contação de histórias é uma oportunidade para que as crianças entrem no mundo da imaginação. São momentos oportunos para se trabalhar o preconceito, as diferenças entre o bem e o mal...
Como incentivo à leitura procuro sempre contar uma história de um autor disponível na biblioteca da escola, mas que seja uma história gostosa de ouvir. Com o entusiasmo do texto contado, os alunos são incentivados a escolherem seus livros para ler e uma vez por semana um é escolhido para contar a seus colegas a história.
Quando a história é em grupo, aí sim é que eles se envolvem na contação, organização do ambiente, e na apresentação. Assim como nós nos envolvemos para a noite da contação de histórias, os nossos alunos participam ativamente para o momento.
É simplesmente fantástico este trabalho para uma boa leitura e para a socialização de nossos alunos.
Trabalhar com poesia em sala de aula também é muito interessante. Considero uma atividade na qual os alunos parecem brincar com as palavras.
Uma boa poesia apresentada é uma maneira de ver nossos alunos criarem rimas, quadrinhas, músicas, diferentes formas de apresentá-la aos colegas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


Projeto e arte

O projeto na escola é uma proposta de construção de conhecimentos que queremos alcançar com nossos alunos.
Ele deve ser flexível, pois poderão ocorrer durante sua aplicação novas propostas para desenvolvê-lo.

Para isso devemos estar preparados e prontos para a mudança que venha ocorrer, sem deixar de estar ligado ao tema principal.

Os projetos podem seguir diferentes caminhos, até mesmo o das Artes Visuais.

A arte hoje nas escolas deve ser trabalhada em toda a sua essência e riqueza.

Quanto ao projeto de arte, este deve aparecer em nosso currículo, para levar nossos alunos a descobrirem obras de arte e seus autores, como um meio de aprendizagem e incentivo a criação de suas obras.

Após um novo planejamento, ressalto aqui uma atividade realizada, com o objetivo deste incentivo a arte.
Auxiliei meus alunos na elaboração de um jornal, e uma das páginas foi “Fazendo arte".

A arte visual foi destaque, e se encontrou em propagandas e em notícias.

Na página específica, os artistas deixaram registradas suas obras.

O jornal foi uma "obra de arte"!



Música na escola


Deixo aqui neste espaço um pouco do que presenciei sobre a história da MPB para crianças.

Aliás, o livro Histórias da Música Popular Brasileira para crianças, de Simone Cit é um ótimo recurso para professores e alunos que gostam de música.
Através da exploração deste livro e de um aprofundamento do mesmo com meus alunos, através do conhecimento de artistas e músicas, de ritmo e melodia, percebi o quanto é importante trabalhar a música na escola.

Passamos a dividir com nossos alunos a grandeza que é saber ouvir, entrar no ritmo e entender a letra, pois quando isto acontece, entramos em sintonia, e a música se torna enriquecedora.
Durante toda a atividade trabalhada os alunos demonstravam-se animados e foi possível até trabalhar uma outra questão: o uso do dicionário.

Eles mesmos queriam descobrir novas palavras para melhor desenvolver e "entrar no ritmo".
Com certeza esta foi a primeira de muitas outras oportunidades em que farei momentos de música consideradas “boas” em sala de aula.

É mais um sonho realizado!


Sonhar e realizar


Nossa vida é feita de sonhos, muitos conseguimos alcançá-los, outras nem tanto e até ficam esquecidos.

Mas o que importa é que não deixamos de sonhar.

Que bom sonhar!

Nos levanta a auto-estima e, quando realizamos, mais ainda.
Com nossos alunos não é diferente; quando perguntamos quais seus sonhos, ficamos impressionados com suas respostas.
Procuro sempre incentivá-los a irem em busca deste sonho e compartilhar com eles que eu também tenho os meus.

É um diálogo aberto, onde eles conseguem se expor.

Quando as crianças brincam no faz-de-conta estão realizando alguns de seus sonhos em sua imaginação; mais tarde, talvez, serão realizados de verdade.

Desde o início de minha caminhada no PEAD, fui sonhando e realizando sonhos.

Como professora sempre sonhei com uma educação melhor, e hoje já sou melhor enquanto exerço meu papel docente, porque minha caminhada abre portas para a realização.

domingo, 11 de novembro de 2007

Bienal

Visitando a 6ª Bienal em Porto Alegre, muita coisa me atraiu, muita obra conheci.
Anotei uma frase de Francisco Matto, um dos artistas com obras presentes no Museu de Artes do Rio Grande do Sul que dizia assim: “Se não conseguimos as formas elementares, nunca chegaremos ao mistério”.
A Bienal era pura imaginação, foi feita para pensar.
Nas obras conhecidas de Jorge Macchi, Francisco Matto e Öyvind Fahlström, foi possível pensar além do que estava aos nossos olhos, foi possível desvendar alguns dos “mistérios” de algumas obras.
Um passeio por obras de arte que me conduziram a uma reflexão do que realmente é uma releitura de obras.
Ser artista é expressar o que se sente, abrindo espaço para a imaginação de quem observa o que foi construído.


Música na escola

Estudando a questão da música na escola e me aprofundando neste aspecto a partir de atividades relacionadas ao assunto, começo a colocar em prática em sala de aula as teorias até então estudadas.
É possível através da experiência perceber a diferença entre escutar qualquer música e entender a letra que está sendo ouvida.
Mais importante ainda, é ter a capacidade de perceber se o que ouvimos é agradável aos nossos ouvidos e se pode nos acrescentar algo.
Alison Ávila diz que “A gente acostuma o ouvido desde criança”.
É necessário então incentivar as crianças para que desde pequenas saibam valorizar uma boa canção, criticando aquelas letras que não dizem nada.
Muitas vezes, pensamos em trazer para a sala de aula, músicas tocadas em rádios e cantadas pelos alunos, porque devemos partir da realidade deles.
Mas se as crianças se acostumam com o que ouvem, será que gostam do que cantam ou simplesmente repetem o que escutam?
Disse Shinishi Suzuki que "A música é uma língua e pode ser aprendida como as crianças aprendem qualquer língua: ouvindo e imitando”.
Infelizmente isso é o que vem acontecendo com todos nós, quando ouvimos uma música e a repetimos, num simples gesto de acomodação e recepção.
Não é que devemos excluir da sala de aula um tipo de música ou outro, mas o que temos que fazer enquanto professores, é incentivar nossos alunos para o gosto pela música no que ela traz de bonito na letra e na melodia.

terça-feira, 16 de outubro de 2007




Jogos infantis

Gostaria de deixar neste espaço uma aprendizagem muito interessante em relação às brincadeiras e jogos para as crianças.
Estudando e pesquisando pude perceber que brinquedos e jogos se tornam lúdicos quando a criança se envolve nas brincadeiras pelo gosto que estes têm sobre elas.
Quando nós adultos intervimos em brincadeiras infantis tornando-as como uma obrigação, as tornamos algo sem motivação e prazer.
A frase de Vygotsky resume a importância do lúdico na infância:


“As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”.